Thursday, May 20, 2010

Manhã de sol e sorriso "Nospital"

Bom dia!!! Alías, ótimo dia! Que sooollllll por aqui! Finalmente!

Dêem uma lida rápida (como se meus posts fossem curtos...)e já pra fora! Todo mundo já lagartejar! Quem estiver trabalhando, finge que vai fumar um cigarro e já pro sol! Eu estou indo. Mas, primeiro o post:

Hoje, saí cedinho de casa rumo ao hospital. Calma, povo, nada sério! Aqui todos os especialistas estão dentro do hospital. Nada de consultório particular em cada esquina ;-) Bom, acreditem ou não é um lugar super agradável, com árvores, canteiros de lavanda, banquinhos ao ar livre... E por ali fiquei, lagartejando, meditando, lendo... Encontrei a Dona Line... Sim, pra gente todo lugar é lugar pra fofocar e tomar umas. Não, brincadeira (mais ou menos), foi por pura coincidência (dessa vez) ;-) Voltando:

Estou feliz da vida! Aprendi "oficialmente e clinicamente" a relaxar! Ha! Pelo menos segundo os elétrodos todos pelo meu corpo hahahaha Recebi alta da minha terapia antiestresse. Sim, falta de sol e excesso de saudade, por mais bem resolvido e feliz que a gente esteja, levam a que? Pois é. Já era para ter acabado em março, mas inúmeros desencontros só permitiram a despedida hoje. Fazer terapia é bom demais, mas é muitas vezes complicado! Fazer terapia em um idioma que não é o seu materno, por mais fluente que você seja, é ainda mais! Fazer terapia em holandês é quase impossível! hahaha Mas, eu amo! 

Depois da notícia e de um humor ainda melhor, fui pegar o busão! Atrasou, mas eu adoreeeeiiiii o atraso! Gente, olhem essas fotos (depois vem gente me dizer que os motoristas são mal educados, carrancudos... Mais uma vez, eu acho que eu moro em outra Holanda...):






Quando eu cheguei ao ponto, o ônibus estava estacionando e eu vi o grupo de crianças, com as duas acompanhantes, parado. Eu pensei em como as duas eram corajosas em pegar o ônibus com 3 cadeirantes e mais alguns alunos, todos com algum tipo de deficiência mental (além de alguns também com física). A meninada estava tããoo feliz que dava gosto. Eu fiquei na porta esperando eles entrarem e... Surpresa! Eles não iriam pegar o ônibus. As crianças iam conhecer o ônibus. Pediram permissão ao motorista que, super gentil, desceu, abriu a rampa para que eles pudessem entrar sozinhos com as cadeiras de roda (e assim aprenderem como fazer quando precisarem), deixou a criançada sentar na cadeira do "Chauffeur", tudo na maior boa vontade e com um sorrisão no rosto.

Pensei comigo que, mais uma vez, eu acho que eu vivo mesmo numa Holanda a parte, ou Brabant é realmente muito diferente do resto do país, onde alguns compatriotas vivem. Na verdade eu acho que é mais como nós vemos o mundo e estamos abertos e dispostos a viver, receber e perceber as diferenças e o quanto nossa guarda está abaixada para tudo isso... Voltando de novo, era "Chauffeur"pra cá, "chauffeur"pra lá... Risadas e sorrisos contagiantes! Uma senhora perguntou se as professoras não iriam registrar o momento e elas responderam que não tinham câmera. Eu na hora saquei o multi-ultra-duper-cel-mcGyver e me ofereci. E são essas aí em cima. Não ficaram boas, mas quebraram um galho! 

Eles ganharam o dia deles e eu ganhei o meu! Vocês não têm noção da felicidade! Gente... Como foi bom. E ninguém nem aí para o horário. Mesmo o pessoal já dentro do ônibus (ali é meio que um ponto final) sorria e participava. Me agradeceram tanto pelas fotos, a criançadinha também! Sem ninguém falar vieram "dank je! Dank je!" Tinha unzinho chorando de emoção pelo "passeio". É único! Eu sou meio bobona pra essas coisas, mas é contagiante. Apaixonante! Eles atravessaram, a gente entrou no ônibus... Ficaram acenando, dando tchau... O motorista, para fechar com chave de ouro, ainda saiu buzinando (aqui é raro, tá?! hehehe Talvez no Brasil fosse só mais uma buzina na multidão). Os passageiros acenando de volta... 

Eu sei é que seguimos a nossa viagem diferente! Contagiados por aquela alegria tão simples. Todos nós.  

Aqui eu tenho reparado que há uma preocupação enorme com os deficientes físicos e mentais. Há escolas com integração, condomínios onde eles podem morar e aprenderem a viver independentes dos outros, incentivos... Há um restaurante (fico devendo o link) onde os garçons têm down e é um sucesso. Há umas 3 ou 4 semanas teve um um passeio de caminhão. É tipo um evento anual em que adultos e crianças com deficiência mental vão de carona em caminhões enormes desfilando pelas ruas da cidade e buzinando sem parar. As famílias e os amigos vão para as esquinas dar tchau. E eles se "sentem". Estão lá dentro, lá no alto, buzinando... Eu não consigo lembrar das outras tantas iniciativas que já vi por aqui (era umpost sem tema! Lembem-se! ) Mas...Ah, é do cacete. 

Então, bom dia pra todo mundo de novo! E um ótimo sol!!! Vejo vocês semana que vem com novidades do meio do nada!!! 

Beijocas

7 comments:

Amaline said...

Fefa!!!

Haha! Saí do hospital ao meio dia! Vc acredita? Depois te ligo pra contar os detalhes, mas adianto que adorei o tratamento, pessoal muito simpático, de primeira!!!
Menina, quase chorei lendo seu post, hahaha! Acho que teria chorado se tivesse lá na hora que as crianças estavam!
Outro dia mesmo uma amiga estava falando da quantidade de deficientes que tem aqui na Holanda. Bom, eu disse pra ela que no Brasil também tem, e se bobear até mais, só que no Brasil o preconceito é grande, são tratados como inválidos, algumas escolas não aceitam, andar nas ruas de cadeira de rodas é impossível, entrar num ônibus nem se fala! No Brasil um cego seria atropelado no primeiro sinal de trânsito, diferentemente daqui né?! Aqui a maioria deles vive, sai, tem vida social, estuda e pratica esportes, e o mais importante: são independentes, ou quase.
No Brasil, coitados, ficam dentro de casa, reclusos a vida inteira...

Vou voltar pro quintal agora, aproveitar que não fui pra senzala hj! Oba!!!

Beijo!!!

Simone said...

Fefa que post gostoso de ler. Contagiante mesmo.
Quando eu vejo algumas pessoas falando do mau humor dos holandeses, eu acho que vivo numa outra holanda também, lógico que você toda com alguém que dormiu de calça jeans né, mas isso em qualquer lugar. Agora se falarem dos motoristas de ônibus... eu fico bravissima, porque eu pego ônibus todos os dias pra ir ao trabalho, e eu simplesmente adoro os motoristas da minha linha. Dão bom dia, boa tarde, tchau, falam aquel Hello sorridente, me esperam quando eu venho correndo com medo de perder o ônibus... tem alguns que se tornaram até conhecidos, e perguntam tudo bem? sou felissima com o tratamento que recebo :)

Rosane said...

Tchau stresssssssssssssssssssss... vá e não olhe para trás!!! Adorei a novidade!!!

Esta Holanda malvada que os conterrâneos (nem todos) enfatizam eu também não conheço, felizmente!

E que post gostoso de ler, hein? Ótimo para começar bem o dia... Vou lá que tenho uma reunião no meu trabalhinho e depois trabalho trabalho trabalho até as 18 h.

Bjos

Juliette said...

Assim eu choro...alias ando muito chorona, tudo me emociona. Lindo post!!!


beijo

Ana Laura said...

Legal demais esse Post, sabe que aqui na Suìça tem alguns conterranios que adoram reclamar né... mas eu tbm acho que vivo em outra Suìça, aliàs em Outro mundo msm!!!
bjoOOO

fefa said...

Oiiiiiii, meninas!! Estou de volta! Nossa, quantas reações positivas!!! Fico feliz que todo mundo se contagiou de forma boa, positiva! Ê, coisa boa!

Line - Eu também fiquei super bem impressionada com o atendimento lá. Aliás, em todos os departamentos do St.Elisabeth em que fui atendida, sempre fui muito bem tratada (em todos os sentidos :-P). Ah, eu me segurei pra não chorar. Se vc estivesse ali e nao aguentasse, seriamos duas! Concordo com você sobre a questão dos deficientes aqui e no Brasil. O que é uma pena, né?! Em niterói ainda temos a ANDEF que já é uma super iniciativa, mas para melhorar mesmo seria necessario uma mudança de atitude, de perspectiva em todos. Aí o bicho pega...

Simone - :-D Claro! Se todo mumdo fosse feeeelllliiiizzzz 24h/dia seria estranho, até angustiante, nao?! "rir é bom, mas rir de tudo é desespero" :-P Exatamente! Eu nunca tive problema com os motoristas daqui, são sempre simpáticos ou no minimo gentis, educados. Aquela coisa de que a gente colhe o que planta eu vejo a cada dia aqui o quanto é verdade. Por isso falei sobre baixar a guarda, o povo já chega segurando pedra achando que vai ser atacado. Ai, não dá pra ser feliz, né?!

Rô - :-D Esse é um que eu não quero perder, quero eliminar de vez hahahah Pelo menos no nivel em que veio. Ui! Tchau mesmo! Que suma daqui! hahaha Então, será que é uma questão de sorte? Somos nós aqui tão sortudas em estarmos num lugar tão bonzinho e não tão malvado? Ou será que algumas pessoas não dão chances? Somos nós que vivemos numa holanda paralela? Acho que não :-P E, se sim, que ótimo.

Ju - Eu também! Acho que vivemos aqui tanto no limite da saudade, do sentimento que ficamos mais sensíveis mesmo. Obrigada.

Ana Laura- Sério?! Então estou começando a achar que isso é cricrizisse crônica de parte do nosso povo, viu?! Todo mundo acostumado com o jeitinho, quando chega aqui e não é melzinho na chupeta, se revolta. Lei do menor esforço, acho. :-P hahaha Todas nós, pelo visto nos comentários! Que bom!


Beijoooo

analice said...

é muitas vezes conseguimos perceber as pequenas atitudes positivas ao nosso redor.. e nos contagia... que seria se fosse sempre assim.
Outro dia, eu estava avaliando os choques que ainda tenho com as coisas ruins que encontro nas ruas, na tv e percebi que nunca mudarei essa capacidade de percepção ...