Monday, June 7, 2010

Parte I. Vale do Mosel, Luxemburgo e Trier em 4 dias.

Em poucos dias, um roteiro, uma combinação perfeita. Eu sei, eu sei... Demorei! Mas, queria escrever com calma (opa! Lá vem uma bíblia ou uma enciclopédia pela frente!!) e essas semanas foram mais agitadas do que eu esperava. 
Como eu já contei, passamos um fim de semana prolongado num lugarzinho no meio do nada. Um vilarejo beeem pequeno, chamado Nittel, no vale do rio Mosel (Ai! Descobri que em português é "rio Mosela"! Que feio!), próximo a uma ponte em que da metade pra "lá" é Luxemburgo e da metade pra "cá"(onde estávamos) é Alemanha. Chegamos numa sexta-feira a tarde e saímos na segunda-feira de manhã e deu para, nesses três dias (duas metades e dois inteiros) conhecer a cidade de Luxemburgo (fica há 30 km do vilarejo), a cidade de Trier (uns 20 km de Nittel) e também a região próxima de onde estávamos, dirigir pelo delta, pelo vale... E deu para fazer com calma, vendo muita coisa, aproveitando. No final o roteiro turístico, que não tínhamos, ficou perfeito. 













Antes. Não conhecíamos a região então, mais uma vez, fomos fuxicar não na internet (isso fizemos depois), mas nos guias "Capitool" (esqueci o nome da série no Brasil, era editada pela "Folha"). O da Alemanha tem muita informação sobre a região ao redor do Mosel e sobre Trier. Esses guias são ótimos, super bem escritos, com imagens e mapas na medida certa, ótimas dicas... Só têm um porém, os bichinhos são muitas vezes pesados para carregar na mochila em city-tour a pé. Para Luxemburgo, como não tinhamos o capitool e eu não achei para comprar, usamos um da ANWB bem bonzinho também (depois eu descobri que a mesma linha da ANWB tinha um só sobre o Mosel). Fuxicar os guias, dar uma olhada no google é mais para ter uma idéia do que vamos encontrar pela frente, marcar pontos de interesse do que de fato planejar cada dia em minutos. Detestamos! Saímos daqui sabendo que queríamos fazer o que fizemos: visitar Trier (uma das cidades mais antigas da Alemanha, ou a mais), visitar Luxemburgo e aproveitar o vilarejo para descansar, relaxar. 


O Hotel. Ficamos num hotel super agradável, Niteller Hof, cujo lema é "vocês chegam como hóspedes e se despedem como amigos", ou qualquer coisa do gênero, e é verdade! O pessoal do hotel é hiper agradável, gentil, na medida certa. O gerente é uma figurinha e fala holandês, alemão, inglês, francês fluentemente e ainda arrisca um "boa notche! bonapetito"). Não é um Hotel gigante, mas também não é uma pousadinha. É um prédio bem no estilo da região, bem decorado, com um restaurante recomendadíssimo e, pela qualidade, em conta (não é baratinho, mas fica bem a preço de restaurantes normais na Holanda e bem abaixo de restaurantes do mesmo nível por aqui). Fora que eles fizeram nos porões um mini-spa, com uma psicininha, area de massagens (a parte), espreguiçadeiras para relaxamento, sauna (todo mundo peladão! É, é o normal por aqui. Não é a minha. É besteira, sou fresca... mas sei lá, sentar onde aqueles bunda-branca sentam a bunda branca cabeluda sem nada... Eca. Fora ficar lá do lado do povo com os balangandãs soltos, eu nao relaxaria. hahaha)... Os quartos são bem distribuídos, não ficam amontoados, internet liberada e um café da manhã sensacional. 


Ah, sim! E o hotel serve vinho das vinícolas da região (e tb de fora) e os vende a preço normal. Voltamos, ou melhor, voltei com 4 brancos, 2 rosés (1 pra sogra!), 1 mostarda ao vinho branco seco (tinha ao demi e ao doce também, mas tive que escolher...) e 1 garrafinha de azeite especialissimo. Ganhamos ainda uma garrafa de champanhe, oops, espumante seco. Deu para ver que gostamos pouco, não?! hehehe Chegou ao ponto de começarmos a procurar defeito e o único que encontramos foi estarem reformando a casa em frente a nossa janela (detalhe: pela paisagem e não pelo barulho).  


O Vilarejo. Nittel não tem muita coisa além de vinícolas, hotéis, casas, vinhedos e restaurantes (ou a combinação de todos em um mesmo estabelecimento), o que para nós, turistas, não poderia ser melhor. Tem ônibus direto para Trier e para Luxemburgo e uma estação de trem (em obras), à beira rio, que vai também até Trier. Vi muitas famílias morando em Nittel, mas a maioria eram casais aposentados, mais idosos. Tudo bem cuidado, limpo... Bem pertinho, do outro lado da ponte, já em Luxemburgo, tem uma cidadezinha maior, com centro, lojas e tal, mas nem fomos. Há também uma capelinha construída em 1300 mais ou menos. No hotel o gerente figura faz um tour a noite, com tochas (parece caça ao Frankenstein) pelas ladeiras e vinhedos, mas tem que ser marcado com antecedência e que, claro vamos fazer da próxima vez (próxima de muitas). Ah, sim, e no Nitteler Hof há aluguel de bicicletas a 12,50 euro por dia e você pode ir para qualquer canto com elas. O povo desce o vale, vai para Trier, Luxemburgo, Saarburg... Super legal, mas lembrem-se de que há sempre a volta e é um vale, há subida, ladeiras... Bom... 

O Vinho. Nham!!! Outra coisa boa do vilarejo, e de todos os vilarejos da região, é a facilidade de se tomar um bom vinho, por um preço razoável e há poucos passos do seu colchão e... do seu banheiro. Horrível comentar sobre isso, mas é fato! Quando não se está acostumado a tomar vinho, a tomar vinho branco, e a tomar vinho branco do mosel, é bom não arriscar hahahahahaha A quantidade de vinhedos e vinículas assusta. Qualquer terreno, quintal, esquina livre é coberto de parreiras. O tema vinho-uva-parreira é usado por todo o canto, na decoração, esculturas e plaquinhas de ferro nos bares, prensas e decantadores de madeira pelas praças... Eu nunca fui fã de vinho branco, não gostava, mas tive que provar e... Ai, ai. Muito bom! Confesso que prefiro o doce, que é quase um liquor, mas nada enjoativo (o que é perigoso) ainda mais se "estupidamente gelado". Eu amei o que serviam no hotel - Frank's "Exotic" 2008 Kerner - da Armand Frank/ Weingut Carlsfelsen, que fica em outro vilarejo, chamado Palzem. Telefone para os interessados: (00 65 83) 5 35 (está assim no rótulo!! E, claro, a garrafa é azul hahaha). Eu paguei em torno de 6 euros a garrafa. 



Sim, eu sei que encontramos ótimos vinhos por aqui, nos supermercados, mais em conta (não necessariamente do Mosel). Mas vale a pena. É um vinho fácil de ser tomado, nada de cheirar-girar-cuspir e analisar em voz alta os tons-cheiros-sabores-aromas-notas. Nada de enochatos, por favor! É um vinho para se tomar com os pés para cima, olhando o pôr-do-sol, degustando sem querer fazer tipo (aliás, acho que todo vinho deve ser tomado assim também). Como eu comentei lá no início, eles fazem mostarda caseira com os vinhos da região, nas três versões (seco, demi/semi e doce), eu paguei 4,5 no pote, mas vale a pena! E também o vinagre que é maravilhoso, pena que a garrafa é bem "inha". Outra coisa que eu amei foi tomar sorbet (o sorvete sem creme) com champanhe. Escandaloso. Tomei um de maracujá com uma dose de champanhe... Ai!!! E olha que eu não gosto lá de maracujá, hein!? E, quem quisesse tomar o café da manhã ao champanhe também tinha uma garrafa à disposição no buffet do hotel. 


Continua... (e muito :-P)


Beijo!



5 comments:

fefa said...

Desabafo :-P Odeiiiioooooooo a ferramenta de formatação do blogger. Odeio :-P Vai ficar assim mesmo o post. Estou sem paciencia hehehe. Pronbto o mau humor passou. Beijo

Simone said...

Ai que delicia Fefa, quando o Iwan chegar do trabalho vou mostrar a parte dos vinhos pra ele. Ele simplesmente ama vinho, entende bastante, fez esses cursos, vai em degustação, ele e o pai. Se não tivessesmo economizando pro Brasil eu ia propor essa viagem viu :)

Eu ri da parte que você falou da sauna, se você ler o meu último post vai ver o chilique que eu dei por causa do topless ahahahah

Eu gosto da simplicidades desses vilarejos, é tudo tão perfeito que eu penso se moraria um dia na minha vida num lugar assim. Não sei porque eu sou adepta de uma agitação, eu sou meio ligada na tomada, mas não tem coisa melhor do mundo do que ver como as coisas simples funcinam e nos fazem felizes: um vinho, uma vista bonita, um passeio de bicicleta...

Beijao

Rosane said...

Delícia de lugar... amo a simplicidade de lugares assim, mas só por alguns dias.

Amo vinho, videiras, morros... no nosso próximo passeio nas "redondezas" vou voltar aqui para ler!

Bjos

Gisley Scott said...

Que lugar lindo!
Super agradável :)!
Dá tempo de relaxar e curtir tudo:)
Vc parece bem refreshed do tempo que teve nessa cidade :)!

Tenha uma ótima semana!

fefa said...

Simone - Eu tb amo vinho, não entendo lá muito, não sou especialista nem fiz cursos, mas adoro :-P Eurecomendo esse passeio, a região. Super gostosa, relaxante. E não é tão absurdamente cara. Vale a pena pra qdo vcs voltarem. hahahaha eu li o seu post e postei antes de ler seu comentário. Menina... Não dá. Sauna peladona não rola, ainda mais mista :-P Como que eu vou relaxar? hahahaha Sim, eu tb amo a simplicidade desses lugares, a vida boa sem exageros... Mas acho q tb ficaria entediada. É bom para dar umas fugidas, ter como refugio.

Ro - Eu tb. Quem sabe nao vamos juntas um dia? E eu ainda estou te devendo o nome do passeio de moto por lá...

Gisley - Muito lindo! As fotos não conseguem mostrar o quanto é lindo. Descer o vale, margeando o rio é demais. Sem dúvidas! Deu para relaxar e renovar! Não vejo a ora de voltar.

Beijos