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Boa noite! Postão!
" Talvez a partir da semana que vem minha vida vire de cabeça para baixo nos próximos três meses e aí vou ter que ver como vou fazer para vê-los com mais freqüência, mas isso é papo para amanhã. E amanhã à tarde."
Amanhã à tarde foi quarta-feira passada às14h e... Aconteceu. Segunda-feira eu volto a trabalhar fulltime , a príncipio é um contrato temporário, é um projeto temporário, mas nunca se sabe. A empresa é bem legal, tem uma política bacana para os funcionários... E fora as vantagens óbvias de um emprego, eu ainda vou poder voltar a praticar meu holandês que só fez piorar desde que eu saí da outra empresa.
Dessa vez eu me prometi que eu vou pegar leve, ficar mais tranqüila, mais na minha e com certeza pensar e avaliar bem antes de aceitar desafios que a primeira vista pareçam sensacionais, mas que depois possam se tornar grandes dores de cabeça. E foi o que aconteceu na outra empresa quando eu topei virar "groepshoofd" (cabeça de grupo, supervisora... sei lá como traduzir isso) de uma penca de holandeses mal tendo saído do curso de holandês. Pontos positivos? Muitos! Fora que eu fiquei toda boba por ter alcançado isso depois de 1 semana e meia trabalhando na empresa, sendo a única gringa e falando um holandês meia-bomba, ainda mais que era uma empresa pública holandesa.
Mas, o nível de estresse causado pela gerência era acima do máximo aceitável (nunca vi um estilo mais incompetente e ridículo de gerenciamento e que não é o padrão da empresa, mas era do tal projeto). A tensão entre os funcionários era gigantesca- todos terceirizados através de agências (um tipo de serviço que não há no Brasil e como eu por enquanto trabalho na Holanda). A falta de confiança era geral. Meu estresse era tanto que eu pifei! Claro, estresse combinado com as dificuldades normais de uma imigrante "recém-chegada", ainda em fase de adaptação, a saudade que já nos deixa à flor-da-pele pifa qualquer um. Decidi parar, me cuidar, me reequilibrar e depois voltar. Voltei! Cheia de gás!
Minha agente entrou em contato comigo com essa proposta justamente porque a empresa é a empresa que é e isso me tranquilizou. Eu sei, conhecendo como eu me conheço, que eu não consigo não falar com todo mundo e acabar me metendo em tudo e mais um pouco. Não por ser metida, mas por ser... Sei lá: Geminiana, atrapalhada, extrovertida... E com síndrome de camelo crônica. Isso eu aprendi: como carregar menos gente nas costas. Mas ainda carrego.
Então, a partir de segunda volto a trabalhar 8h por dia 5 vezes na semana, de vez em quando umas horas extras, numa empresa bacana, falando holandês,... Tudibão! Sendo assim, começamos (eu e o E.) a nos "paparicar" desde já. Na volta da reunião na agência, quando assinei o contrato, já corri para uma loja aqui em frente para comprar... Panelas! hahahahaha Ah, gente, as minhas eram horrendas! Da fase solteira do E., que não tem seu forte na cozinha. Desde que começaram a ser usadas de verdade (ou, desde que passamos a morar juntos) elas começaram a demonstrar que eram panelas-quebra-galhos, panelas-baratinhas-pra-solteiro-que-não-cozinha. Então, me dei 4 panelinhas lindas de presente! Estavam na promoção é claro. hahahah
Aí, ontem foi o dia de me paparicar de verdade! As lojas fecham cedo na Holanda - 17h, 18h - só uma vez por semana acontece a "noite de compras", onde vão até às 21h. Aproveitando que em Tilburg é quinta, lá fui eu pro centro. Foi tão legal... O E. me encontrou por lá e fomos para uma loja atrás de roupitchas mais sociais que caibam na minha atual silhueta balônica(ficar em casa sem poder malhar, tendo que relaxar, tendo chocolates maravilhosos à mão só podem resultar numa coisa, não?! 20 quilitos a mais desde que vim morar na Holanda) e na Holanda é relativamente fácil achar roupas plus-size e com bons cortes e modelos, coisa que no Brasil se você veste acima de 44 não encontra (aliás, se você veste 44 já está difícil). A LineAma foi nos assessorar, nos encontrou quando eu estava dentro do provador, o "P.daline" também chegou (carregando 4kg de picanha numa sacola!) para a festa na loja, porque a essa altura Line já tinha tomado o provador ao lado de assalto e acabou levando roupitchas pra casa também.
Gente, gente, gente, gente... Ai, ai. Eu não sou roupeira. Não gosto de bater perna, entrar e sair de loja, experimentar e não levar... Sério! Nisso eu não sou nada menininha. Gosto de ir em lojas que eu sei que eu gosto, que eu vou achar coisas legais e quando eu preciso ou quero alguma coisa específica. Ainda assim... Ai, saí carregada! Sabe quando todas as calças são "as calças mais confortáveis que eu já tive"? Pois é. Por uns minutos eu curti o caos. Claro que não me convide para liquidações de Zara e coisas do tipo que eu NÃO VOU. Aqui é uma guerra. Zara é considerada uma loja de marca que é "barata" e de qualidade, então, quando entra liqüidação parece que abrem a porteira. É uma confusão de gente, roupas pelo chão, mafuá... Não dá. Mas, ontem fiquei feliz com minhas roupitchas, com o fim de tarde com a coisaline.
Terminamos a noite num restaurante grego pequenininho sensacional!!!! Comemoramos meu emprego novo, o sucesso da Amaline na auditoria (pode contar, Line?!)... Tomamos ouzo... Comida boa com tempero, deliciosa, com gosto de casa, tranqüilo, com a filha servindo, a mãe nos bastidores... Típico restaurante familiar grego. A senhora veio até a nossa mesa, adorou saber que a gente era brasileira (BRASILIANA! Em alto e bom som e gesto. Ok brasileira em grego segundo o google translator é vraziliániki̱), fez piadinha sobre a mulher holandesa com o cuidado da mesa com holandeses não ouvir hahahaha Uma boa forma de comemorar e ver que o dia pode durar boas horas pós-trabalho se assim quisermos e de uma maneira agradável!
Agora é terminar de ajeitar as coisas e me preparar para voltar a uma rotina totalmente diferente! Vou dar um jeito de continuar por aqui!
Beijocas



